Foto: Samara Almeida/Arquivo pessoal

Por meio da Portaria nº 70/2022, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), o Governo do Tocantins criou o Programa de Monitoramento e Conservação da Ariranha (Pró-Ariranha) no Parque Estadual do Cantão (PEC), região que atua como um dos instrumentos para conservação das populações remanescentes de ariranhas.

Desenvolver ações institucionais de longo prazo, de modo a contribuir com a conservação da ariranha na região do PEC, é o objetivo do Pró-Ariranha, como explica a coordenadora do programa, a bióloga do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Samara Almeida.

Foto: Samara Almeida/Arquivo pessoal

“As áreas protegidas, como o Parque Estadual do Cantão, garantem a proteção frente às pressões antrópicas, o que favorece a recuperação populacional em ambientes naturais”, pontuou a coordenadora, doutoranda pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ao considerar a necessidade em se ampliar estudos direcionadas à ariranha em áreas protegidas e nas de uso sustentável.

Ao todo o programa compreende 17 ações que engloba gestão, monitoramento, capacitação de funcionários, apoio às pesquisas científicas sobre a distribuição dispersão, biologia e ecologia da ariranha.

Samara Almeida destaca ainda que a pesquisa em UCs realizada no âmbito institucional fortalece a implementação de planos estratégicos de pesquisa e gestão do conhecimento, pois pode gerar e sistematizar o conhecimento em temas críticos para o processo de tomada de decisão institucional.

Foto: Samara Almeida/Arquivo pessoal

Warley Rodrigues, diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, frisa que um dos objetivos das UCs é proteger espécies ameaçadas de extinção em âmbito regional e nacional.

Outro aspecto focalizado é o fomento ao ecoturismo no Parque, visto que a população de ariranhas do Cantão tem potencial para atrair ecoturistas.

Sobre a ariranha

A ariranha (Pteronura brasiliensis) é o maior carnívoro semi-aquático da América do Sul. No Brasil, está presente nos biomas da Amazônia, Pantanal e Cerrado e é considerada pela International Union For of Nature (IUCN), como espécie ameaçada de extinção.

No século passado, houve um declínio em suas populações devido à pressão excessiva de caça para a obtenção de sua pele e por degradações dos seus habitats. Atualmente, a ariranha tem enfrentado a perda do habitat por degradação e também poluição das águas. É considerada uma espécie guarda-chuva, pois requer uma grande área conservada para sobreviver.

Imagem: Freepik

Vivem em grupos coesos de dois a 16 indivíduos, formado por um par reprodutor e filhotes de várias estações reprodutivas e também indivíduos provenientes de outros grupos. Utilizam rios e lagos para executar seu comportamento natural, se alimentam principalmente de peixes e são especialistas em capturá-los em águas rasas, defendem ativamente o seu território com vocalização, marcação territorial e encontros agonísticos.

A espécie, mantém dentro do seu território, vários sítios que são os seus principais sinais no ambiente e que são construídos ao longo do barranco dos rios, lagos ou canais naturais onde as ariranhas limpam a vegetação e deixam rastros e marcas olfativas.

Com informações da Ascom Naturatins

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