Quarto laboratório de células excitáveis do Brasil é implantado na UnirG

Em um trabalho coordenado pelo professor Dr. Robson Ruiz Olivoto, a Universidade de Gurupi – UnirG passa a contar com o Laboratório de Pesquisa de Células Excitáveis, o primeiro da região Norte brasileira e o quarto em todo o País.

Células excitáveis

As células excitáveis compõem os tecidos do corpo humano que podem ser regulados e controlados, abrangendo todos os órgãos e ainda o sistema nervoso.

 Equipamentos

O primeiro equipamento, um eletroestimulador, foi montado utilizando materiais alternativos pelo professor Robson, com a colaboração dos estudantes de Medicina da UnirG, Juliano Januário de Araujo e Maria Júlia Lourenço.

No espaço será possível desenvolver, entre outras possibilidades, estudos que testem o efeito de medicamentos em tecidos isolados. “É uma etapa importante para sabermos, por exemplo, se um determinado fármaco aumenta ou diminui a atividade de tecidos biológicos, podendo alterar sua funcionalidade”, detalha o professor.

Pesquisas

A expectativa é de que, em breve, as pesquisas tenham início. Atualmente, a Instituição está adquirindo novos animais para o biotério, que são necessários para os estudos. Outros equipamentos também deverão ser comprados nos próximos meses, com recursos oriundos do programa Catalisa ICT, promovido pelo Sebrae.

Projetos 

Atualmente o Dr. Robson também está trabalhando em novos projetos visando a captação de recursos. “São editais de fomento do CNPq, na expectativa de trazermos mais financiamento para pesquisa na Instituição. Os editais garantem investimento para aquisição de equipamentos e bolsas para estudantes e docentes”, ressalta.

O laboratório deverá ser vinculado a um grupo de pesquisadores de diferentes áreas, que irá trabalhar conforme as linhas de pesquisa definidas na UnirG. “A intenção é que os esforços sejam concentrados em estudos com potencial de gerar retorno para a universidade, por meio da construção de um know-how em determinada área, mas também no registo de patentes e na captação de recursos de órgãos de fomento que custearão as pesquisas feitas aqui”, frisa Olivoto.

 Parcerias

A partir do funcionamento do laboratório, a perspectiva é que parcerias com pesquisadores de outras instituições, como a Universidade Federal do Tocantins (UFT), sejam firmadas, ampliando os estudos que contribuam com a sociedade local.

“A região Norte tem um potencial de desenvolvimento científico vasto, e dispõe de uma flora muito rica. Com capital humano, parcerias e investimentos é possível explorar os recursos locais. Temos a possibilidade de desenvolver e produzir remédios naturais ou suplementos de baixo custo, que sejam acessíveis e auxiliem na melhoria da qualidade de vida da população”, complementa o professor.

Texto Meiry Bezerra Ascom UnirG

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