PAT Cerrado Tocantins inicia propagação em laboratório de espécies raras e ameaçadas da flora

O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), em parceria com a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), realizou as primeiras germinações de espécies de plantas raras e ameaçadas da flora do Cerrado tocantinense, em laboratório.

Essas primeiras plantas são da família das bromélias, que os pesquisadores suspeitam que possam corresponder à espécie Bromelia braunii, categorizada pela Portaria nº 443/2014, do Ministério do Meio Ambiente, como “criticamente em perigo de extinção”.

Germinada em laboratório, espécie pode ser Bromelia braunii, planta rara, com apenas cinco registros, na região Sul do Tocantins. Foto:Divulgação

A germinação de espécies da flora tocantinense em laboratório faz parte do Plano de Ação Territorial de Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção do Território Cerrado Tocantins (PAT Cerrado Tocantins), Naturatins, no âmbito do Projeto Pró-Espécies: Todos contra a extinção, financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, da sigla em inglês para Global Environment Facility Trust Fund), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, implementado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), tendo a WWF-Brasil como agência executora.

Em novembro passado, o PAT Cerrado Tocantins divulgou o plano de ação para os próximos cinco anos. As ações cobrem 22 municípios do Estado e visam a conservação de nove espécies classificadas como Criticamente em Perigo (CR) e três como Em Perigo (EN) de extinção, além de não estarem em áreas protegidas e não serem atendidas por nenhuma medida de conservação, a exemplo da Bromelia braunii.

Bromelia Braunii

A Bromelia braunii é uma planta da família Bromeliaceae, com apenas cinco registros, na região Sul do Tocantins e Norte de Goiás. É uma das plantas conhecidas mais raras do Cerrado e apresenta potencial de uso paisagístico e alimentar, uma vez que espécies desta família podem gerar frutos semelhantes a um abacaxi.

A espécie é naturalmente rara e ocorre em áreas de Cerrado Rupestre, com solo pedregoso. O indivíduo que deu origem a dezenas de plantas em laboratório foi coletado na natureza na Serra de Natividade. Além da espécie da Bromélia, serão realizadas novas expedições de campo na busca das demais espécies que fazem parte do projeto, objetivando tanto coletar amostras para catalogação no herbário, quanto visando obter semente para tentar germinar a multiplicar no laboratório de micropropagação da Unitins.

O representante do Naturatins no PAT Cerrado Tocantins, o biólogo e doutor em Ecologia, Oscar Barroso Vitorino Junior, explicou que o projeto está na fase de implementação das ações e essa atividade da Unitins, de propagar as plantas em laboratório, foca na coleta, reprodução e reintrodução de espécies ameaçadas.

 “Quando nós cuidamos de uma espécie ameaçada, todo o ambiente onde ela ocorre, as nascentes, cursos d’água, os lençóis freáticos, todo o ecossistema se beneficia da melhora da situação de uma espécie”, afirma o biólogo, justificando assim a importância do projeto Oscar Vitorino.

Pró-Espécies      

O Projeto Pró-Espécies: Todos contra a extinção é financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, da sigla em inglês para Global Environment Facility Trust Fund), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, implementado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), sendo o WWF-Brasil a agência executora.

Vitorino Júnior informou que todas as ações previstas no plano vão ser executadas nos próximos anos, como resultado de parceria entre Naturatins, WWF-Brasil, Ministério do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (bama), Centro Nacional da Conservação da Flora/Jardim Botânico do RJ (CNCFlora), além de universidades, dentre as quais, apém da Unintins, a Federal do Tocantins.

Fonte: Secom Naturatins

 

 

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