O pai desenvolveu um curativo que ajuda a monitorar a temperatura de pacientes com câncer. Foto: arquivo pessoal

O sistema monitora os sinais vitais dos pacientes com câncer, permitindo que alertas sejam enviados aos responsáveis a tempo de salvar aquela vida.

A tecnologia foi desenvolvida pela startup Luckie Tech, fundada coincidentemente no dia e mês em que o filho de Joel faleceu: 28 de junho.

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Distribuição comercial

Antes de colocar o aplicativo para venda, Joel explicou que ele ainda passará por alguns ajustes.

Também é necessário testar a ferramenta em um estudo clínico, que envolverá 200 pacientes — 100 crianças e 100 adultos.

Simultaneamente, a startup está reunindo os dados para pedir a certificação da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para começar a vender a ferramenta para hospitais e planos de saúde.

Imagem: Reprodução/luckietech

Ajudando outros pais

Em 2019, o engenheiro descobriu que poderia desenvolver uma ferramenta que pode ser controlada pelos próprios pais do paciente.

“Temos que medir a temperatura delas a cada duas horas, porque a febre é o primeiro sinal que tem uma inflamação”, explica o pai. De acordo com ele, esse trabalho, muitas vezes, pode ser tornar desgastante para as famílias.

Inicialmente, o dispositivo pode ser usado em crianças de todas as faixas etárias. Ele informa a temperatura exata dos pequenos. O próximo passo, segundo Joel, é que a tecnologia consiga medir também a oxigenação e os batimentos cardíacos dos pacientes.

O dispositivo é equipado com sensores, bateria, antenas e circuitos e lembra um curativo adesivo que deve ser colocado na axila da criança.

A partir daí os pais podem monitorar a criança a partir de um aplicativo. Inclusive, caso a criança esteja longe dos pais, o próprio app mostra a localização para que um socorro seja enviado rapidamente.

Além dos pais, os dados podem ser enviados para médicos e hospitais, de forma online.

Joel diz que a intenção é dar velocidade ao atendimento caso o paciente tenha alguma intercorrência, diminuindo os custos com internações de UTI, por exemplo.

A startup conta ainda com a parceria com a PROA.AI, empresa de inteligência artificial.

Imagem: Reprodução/luckietech

Perda

Lucas faleceu em 2013, após lutar contra um neuroblastoma — a terceira neoplasia maligna mais comum na infância e adolescência, após a leucemia, de acordo com o INCA, Instituto Nacional de Câncer.

Joel, que mora em São José dos Campos (SP), contou que Lucas tinha um neuroblastoma localizado em cima do rim.

Os primeiros sintomas da doença surgiram em 2011. “Ele tinha uma febrinha que sempre foi tratada como uma virose”, lembra o pai.

“Um dia, apertei a barriguinha dele e estava mais dura do que eu pensei que deveria”, continuou.

Com o quadro agravado, os pais levaram o menino para um pediatra, que pediu alguns exames. O diagnóstico do câncer veio logo depois.

Com informações da Revista Crescer e Só notícia Boa

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