Jovens brasileiros conseguem bolsa integral para estudarem em Harvard

João Victor Arruda, 17 anos, e Eduardo Vasconcelos Goyanna,18, conseguiram bolsa integral para estudarem na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Foram três brasileiros aprovados para estudarem na famosa e renomada universidade. João Victor de Pernambuco, Eduardo de Brasília e um outro jovem de São Paulo. Eles estão entre os 747 estudantes admitidos ao redor do mundo em um processo seletivo que contou com a participação de mais de dez mil inscritos.

A seleção

Para conseguir a bolsa integral, os jovens passaram pelo programa Oportunidades Acadêmicas, promovido pela EducationUSA, que avalia a situação financeira e auxilia os candidatos mais carentes. O processo envolveu envio de diversos documentos, cartas de recomendação, redações sobre experiências pessoais, análise de notas e realização de provas.

Todos os custos para o deslocamento até os Estados Unidos e o apoio financeiro lá nos Estados Unidos ficarão por conta universidade, até mesmo um caso se precisarem. Os estudantes que foram aprovados neste ano devem iniciar o curso no mês de setembro deste ano.

João Victor (Camaragibe, Pernambuco)

João Victor irá cursar Government, o que seria equivalente ao curso de Ciência Política e diz que após receber o diploma pretende seguir a carreira diplomática ou política, pois sonha com a construção de um futuro melhor para o Brasil.

Imagem: arquivo pessoal

O estudante João Victor contou ao site CNN que recebeu apoio do programa Oportunidades Acadêmicas, do EducationUSA, para acompanhar todas as etapas do processo. A previsão é de que ele viaje aos Estados Unidos em agosto deste ano, com a ajuda financeira do programa, além da bolsa recebida pela própria universidade.

“Eles oferecem ajuda individual e financeira para alunos de baixa renda que sejam academicamente qualificados para estudar nos EUA. Além disso, também tive muito apoio moral de amigos e professores”, conta o estudante.

João diz que estudou inglês sozinho, pois a família nunca pode pagar um curso, e que considera bom o seu nível de idioma para acompanhar as aulas na universidade americana.

“Pretendo seguir a carreira diplomática ou política no futuro, mas de qualquer forma quero regressar ao Brasil e atuar na construção de um futuro melhor para nossa nação. Pretendo aplicar todos os conhecimentos que irei obter em Harvard e trazê-los para o Brasil”, diz.

O estudante atribui a conquista a seu esforço e comenta que ainda não assimilou que, em breve, estará na conceituada Universidade de Harvard.

“Quando eu soube foi uma mistura de “não acredito” com realização. Na verdade, a ficha não caiu ainda. Costumo brincar que só vai cair quando eu estiver no campus, mas também me sinto muito feliz em saber que meus esforços deram resultado, principalmente depois desse ano caótico que foi 2020”.

Eduardo Vasconcelos (Distrito Federal)

Imagem:arquivo pessoal

“Eu já comecei a chorar sem saber se tinha passado ou não. É um sonho que demandou muito de mim e da minha família. Chegar naquele ponto já era muito importante”, disse o jovem ao site Metrópoles.

Eduardo diz que passou os últimos quatro anos se preparando de uma forma que sua família não precisasse gastar dinheiro.

“Eu queria atingir meu objetivo sem atrapalhar financeiramente minha família, que não tinha condições de pagar uma escola particular direito, imagina estudar em Harvard. Foi com muita ajuda da Fundação Estudar e de outros locais que consegui chegar a essa bolsa de 100%”, contou o garoto.

Um trabalho voluntário que o estudante realiza com crianças de Brasília também teria contribuído para a conquista, segundo Eduardo.

“Grande parte da minha admissão foi devido a um trabalho voluntário que faço no Lago Norte, com crianças em situação de vulnerabilidade. Dou aula de civismo, democracia e inglês. Também fui eleito para o Parlamento Jovem Brasileiro, da Câmara dos Deputados, depois de apresentar um projeto de lei sobre socioeducação”, explicou.

E mesmo após começar a estudar em Harvard o garoto afirma que pretende continuar ajudando pessoas que não conseguem ter oportunidades. “O primeiro ano e meio serve para fazermos diversas matérias, mas pretendo seguir a área de governo aliado com economia”.

E quando terminar o curso, Eduardo pensa em voltar ao Brasil. “Eu não vejo sentido de ir e não voltar. Meu sonho é reduzir a criminalidade infantil com ações preventivas, principalmente”, afirmou.

 

Com informações Metrópoles  e CNN Brasil .

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