Campanha no Tocantins busca aumentar o número de doadores de medula óssea

No Tocantins, o cadastro no Banco de Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome), existe desde em junho de 2007. Com o tema, “Este ano, nossos heróis usaram um novo disfarce”, o Redome pretende divulgar as histórias dos doadores brasileiros, durante a pandemia de Covid-19, e conscientizar sobre a importância de ser um voluntário.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), apontam que no Brasil, cerca de 850 pacientes estão em busca de um doador compatível de Medula Óssea não parental. No Tocantins, existem 12 pacientes que constam no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), e três pacientes que estão com cadastro ativo, ou seja, aguardando doação.

A servidora pública, Laiany Teodoro, é doadora de sangue desde 2003 e tem cadastro no Redome. Ela conta que autorizou a coleta de sangue para o cadastro. “Quando fui doar sangue, me perguntaram da possibilidade de ser uma doadora de medula óssea e resolvi me cadastrar. Já que tenho uma boa saúde, posso ajudar, isso é um gesto voluntário e grandioso,” conta.

Desde 2007, quando o Estado começou a realizar o cadastro, 14 doadores do Estado já realizaram a doação da medula óssea.

A assistente social Roberia Fernandes, responsável pelo setor de captação de doadores do Hemocentro Coordenador de Palmas, explica que o Tocantins embasa-se na Portaria do Ministério da Saúde nº 2.132, de 2013, que diz que o Estado precisa de um quantitativo de 4.847 cadastros por ano, a fim de garantir a meta estabelecida pelo órgão.

Doações de sangue e cadastro de medula óssea.
Foto: Divulgação Saúde

 “Essa meta tem o objetivo de aumentar as chances de quem precisa de um transplante de medula óssea, para isso nós realizamos o cadastro diário por meio da demanda espontânea em nossas unidades”.

Ela avalia que o motivo da queda de doações e cadastros nos Hemocentros são em virtude da diminuição na mobilização e promoção de campanhas em parceria com organizações sem fins lucrativos (ONGs), igrejas, empresas, faculdades, instituição de iniciativa pública e privada, além de outros projetos que levam grupos para realizar o cadastro, já que estas ações pararam para evitar aglomerações devido a pandemia do novo Coronavírus.

Como doar?

Há alguns critérios definidos pelo Ministério da Saúde para o processo de doação de medula óssea, como por exemplo, ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado de saúde, preencher uma ficha com informações pessoais, e coletar uma amostra de sangue com cinco ml para testes de compatibilidade. Sendo que, a ficha com as informações pessoais é inserida em um banco de dados, o qual ficará ativo até os 57 anos de idade.

Após o cadastro, o doador deverá manter seu cadastro atualizado, através do endereço:  http://redome.inca.gov.br/doador/como-atualizar-os-dados/ pois, no caso de haver um paciente compatível, será preciso encontrá-lo o mais rápido possível.

O que é?

A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso que ocupa as cavidades dos ossos. E é exatamente na medula óssea que são produzidos os componentes do nosso sangue como: leucócitos (glóbulos brancos), as hemácias (glóbulos vermelhos) e as plaquetas.

Quem precisa?

Beneficiam-se com transplante de medula óssea, pessoas em tratamento de doenças relacionadas com a fabricação de células do sangue e com deficiências no sistema imunológico. As principais doenças são leucemias originárias das células da medula óssea, linfomas, doenças originadas do sistema imune em geral, dos gânglios e do baço, e anemias graves (adquiridas ou congênitas), dentre outras.

Com informações do Governo do Tocantins

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