“A amizade e a música nos uniu”, conheça a história do Grupo Sonarte

Uma amizade de longa data e uma paixão em comum, este é o segredo de um grupo de músicos de Gurupi. Uma união de amor, afeto, carinho e respeito, que ás vezes também mistura brigas, choros, discussões, mas acima de tudo companheirismo, segundo o grupo este é o casamento perfeito entre amigos que carregam a paixão pela música.

O trio formado por Náyra Dayanna, Moisés Ribeiro e Jhonata Ferrara encontrou a mistura certa entre o teclado, o violino, a flauta transversal e o vocal para inspirar, tocar e encantar as pessoas por onde passam.

A história que vamos contar hoje é a do grupo, de Gurupi, sul do Tocantins, que mistura no nome, o som e a arte e pra virar Sonarte e embalam casamentos, festas de aniversários, eventos empresariais dentre outros.

A origem

O ano é 2005, isso mesmo, o grupo foi formado há 15 anos, por uma afinidade musical e de amizade.  Náyra Dayanna (única integrante da formação original) tocava e cantava em igrejas e se uniu a amiga Greice de Almeida Bessa, uma união que tempos depois veio a concretizar o sonho do Sonarte.

Arquivo pessoal

As amigas foram conquistando espaço em Gurupi e em outras cidades, cantando e encantando nas cerimônias de casamento e demais eventos. O tempo foi passando e três amigos, também apaixonados pela música, ingressaram neste sonho e iniciaram o projeto Sonarte. São eles Jefferson Marinho, Jorge Galvão e Fagner Batista.

A união dos 5 abriu espaço no campo de eventos, muitas conquistas, Nayra conta que foram momentos maravilhosos enquanto banda, porém aos poucos cada um foi tomando seu caminho, voltando a formação inicial de Greice e Náyra.

Uma nova História

Greice e Náyra continuaram no projeto e foi então que o violinista Jhonata Ferrara começou a fazer participações em apresentações com o Sonarte, pouco tempo depois Moisés Ribeiro entra na formação, neste período a integrante da formação inicial Greice de Almeida se casa e vai morar em outra cidade e aí inicia a história do trio, que já estão juntos desde 2013.

O trio   

Moisés Ribeiro, Náyra Dayanna e Jhonata Ferrara. Arquivo pessoal

Nayra conta que a afinidade desta parceria faz toda diferença durante as apresentações. “Em cada projeto e trabalho do Sonarte, nós entregamos muito amor, alegria e comprometimento, sabemos o que temos dentro de nós, muita música para sentir e externar e isso faz toda diferença nas apresentações”, expressa.

Jhonata acredita que o Sonarte é a realização de Sonhos “Quando estamos tocando nós conseguimos ver no olhar das pessoas e no sorriso que estamos fazendo o certo, é uma grande experiência, é muito bom, realizar o sonho das pessoas, principalmente nos casamentos, a música faz toda a diferença”, enfatizou o violinista.

Moisés explica que o grupo é bem eclético, tocam todos os estilos musicais, mas sem perder a essência a qual o Sonarte acredita. “Um trabalho construído com o tempo, nós somos um grupo eclético, tocamos de tudo, mas mantemos a nossa linha, teclado, violino, flauta e vocal”.

Clipe

No ano passado o grupo gravou um clipe que teve milhares de visualizações nas redes sociais, os compartilhamentos e acessos nas mídias digitais deram maior visibilidade ao trio que colhe os frutos do trabalho.

“Nós gravamos no ano passado por volta de setembro e toda vez que postamos trechos nas redes sociais as pessoas continuam compartilhando, comentando, nos incentivam a continuar, ficamos muito felizes com isso”, lembrou Jhonata.

“As redes sociais nos mostram que estamos no caminho certo, o público tem aceitado bem o nosso trabalho, é incrível ver o resultado”, afirma Moisés.

“Nós fazemos o que gostamos, a música mudou as nossas vidas, e a amizade permanece, eu não imaginava que poderíamos chegar tão longe.  A afinidade entre os três tem feito toda a diferença e pretendemos continuar firmes levando alegria a todos por meio do Sonarte”, pontuou Nayra.

Realizações

GuruFestival: Divulgação

Nayra conta que em 2019 alcançaram vários reconhecimentos em Gurupi.

“Em nossa primeira participação em festival de música, o Grupo Sonarte alcançou o prêmio de música mais aclamada pelo público e premiação de segundo lugar no Guru Festival; também recebemos reconhecimento com o Evento Troféu Melhores do Ano e finalmente uma linda homenagem recebida pela Câmara Municipal de Gurupi, na Moção de Aplausos.  Momentos que nos alegraram imensamente”.

Novos projetos

A pandemia provocou mudanças radicais na vida dos músicos e de quem trabalha nesta área, a agenda foi prejudicada neste primeiro semestre, mas eles acreditam que a partir de agosto pode ser possível retornar aos trabalhos, que geralmente são feitos aos finais de semana, em alguns casos dois eventos no mesmo dia.

O grupo tem a expectativa de ainda este ano gravar um novo clipe, mesclando gêneros musicais, instrumentos, e o regionalismo.

Eles dividem o tempo entre as apresentações do Sonarte e o trabalho que cada um têm no dia a dia.

Conheça um pouco mais sobre os integrantes

Jhonata Ferrara. Arquivo pessoal

Jhonata Ferrara, 36 anos, é instrutor de música na Casa de Cultura Unirg. Vive de música desde seus 9 anos de idade. Seus pais desde pequeno incentivaram o estudo do violino. Aos 15 anos, se mudou para o Tocantins e aos 19 fez parte do Coral Sinfônico do Estado do Tocantins como violinista, apresentado em vários estados, executando a Paixão de Cristo Segundo São Matheus de Bach.

Em 2006 mudou-se para Gurupi e conheceu o grupo.

Moisés Ribeiro. Arquivo pessoal

Moisés Ribeiro, 35 anos, Graduado em licenciatura em música pela UNB, Especialização em Metodologia do Ensino de Artes pela Uninter. Atua como educador musical desde o ano 2000.  Professor de Piano/Teclado, canto e flauta. A experiência particular musical mais marcante foi ter cantado na missa e também regido o coral do centenário da diocese de Porto Nacional.

O trabalho que mais marcou, foi o coral que idealizou e regeu da Melhor Idade da ASSOBEM em Gurupi.

Náyra Dayanna. Arquivo pessoal

Náyra Dayanna Bastos Fonseca, 37 anos, Servidora Pública no SAMU (Serviço de Atendimento Movel de Urgência). Iniciou as primeiras notas no violão aos 7 anos, mas somente aos 10 prosseguiu com a aprendizagem, retomando essa busca musical sozinha e não parando mais. A partir do violão, procurava notas no teclado e assim foi desenvolvendo o tocar em teclas.

Aos 12 anos começou a tocar na igreja e em solenidades religiosas e por volta dos 15 a 16 anos já ajudava alguns músicos da regiao em cerimônias de casamento.

Como profissional já atua na música há 25 anos, teve participações no FESC (Festival Estudantil da Canção), interpretando músicas de Dorivã e Ronaldo Teixeira, que teve um marco em sua história musical, com a música Passarinho (2º Lugar no Festival), bem como outras canções de Chikinho Chokolate e Ronaldo Teixeira  e música de Diomar Naves.

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1 comentário
  1. Maria das Graças Diz

    Parabéns pela linda matéria. Ao site Donatrus e ao Sonarte

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